sexta-feira, 4 de junho de 2010

Freak show - 79



Sexta feira passada foi aniversário da Nicinha, irmã da Gêisa.
Foi o bastante. 
Ciça agora me transformou nestes personagens bizarros de circo.  Mulher Barbada, o filho do gorila Mongo, estas coisas.

Chegando lá, não tenho a menor idéia de como e por que, o assunto caiu sobre a minha fístula.  Todo mundo queria experimentar, sentir que história era esta.

Na verdade, a fístula arteriovenosa é um canal entre a artéria e a veia que altera radicalmente o fluxo de sangue.  É uma coisa curiosa mesmo.  Dá pra escutar a veia fazendo tum, tum, tum, na batida que a gente está acostumado a associar com a batida do coração, e, ao mesmo tempo, ouvir o tiriti, tiriti, tiriti, nervoso da artéria.
No mínimo, surpreendente…

É por causa desta máquina maravilhosa que meu corpo reage à ausência do rim. Três vezes por semana, eu fico quatro horas ligado a esta maquininha aqui do lado, que “filtra” meu sangue,  que me é então devolvido pelo acesso vascular.

Na verdade, eu gosto muito deste desenho que mostra direitinho o processo.  Tudo controlado.  Mede pressão o tempo todo, monitora ganho e perda de peso, troca o dialisador com uma determinada frequência...

Eu fico maravilhado.

O que deixa o povo na hemo meio aborrecido é o fato de, pela coisa implicar em uma punção[1] a cada vez que a gente vai lá, a veia vai ficando com uma calosidade que parece uma prótese, de tão alta.

Tá.  Fica deveras meio esquisitaço, ver aquele calombo.  Justifica mesmo a curiosidade pelo lado freak que a Ciça gosta de explorar.

Mas quando eu penso no benefício que isto me gera, acho que é uma bobagem, preocupar com este detalhezinho estético...


[1] A punção é a perfuração da veia com uma agulha de injeção meio grossinha.  Tem vez que é meio punk...

13 comentários:

Adriana disse...

Nunca reparei.
Mas já que tocou no assunto, fiquei curiosa para conhecer a dita cuja...

Beijos

vivi disse...

isso é um detalhe que te deixa mais irresistivel!!!!!!


bjosaudosos

Adriana disse...

Deixa de ser puxa-saco, Vivi!!!

PC disse...

Quando você encosta na fístula, Adriana, você escuta o sangue correndo.
Diogo se borra de medo...

PC disse...

É ciúme dela, Vivi.
Mas ainda assim, eu só te falo uma coisa:
Ela foi primeira.
Pronto.
Falei.

PC disse...

Na verdade, Adriana, isto é a mais sincera expressão da saudade.
Puxa mais, Vivi, que está pouco...

nicelessa disse...

Paulinho, também não ouvi este barulhinho. mas o gostoso foi vc, Geisa e Ciça aqui em casa. Bijooooo
Nicinha

PC disse...

Perdu, Nicinha.
Nas próximas, me chama como atração.

Beijos

Alexandre Mello disse...

PC. Adorei seu blog.
Trabalho num grupo de clínicas de terapia renal em SP e a forma como vc apresenta a saga do Valente é absolutamente comovente e simpática.
Parabéns, abraços pro Valente e estou torcendo por vocês.

redatozim disse...

Eu tenho nojinho, mas eu acho legal.

PC disse...

Alexandre, meu caro,
Meu email é jouybh@gmail.com
Mande o seu, por favor, que eu quero trocar figurinhas com você.

Abraço,

PC

PC disse...

Minha irmã me telefonou, dizendo que também tinha ficado agoniada e não tinha conseguido comentar, Redatôzinho.
Acho que pra ela isto significa a mesma coisa que o nojinho da Dan.
Mas na história de amanhã já tinha sido previsto voltar a este assunto.
Depois me fala. Beijos

PC disse...

E quer saber o que mais, seu redatozinho?
Você é um homem ou um pé de couve?